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  • Dr. Raphael Kato

HPV


A infecção pelo vírus HPV vem aumentando drasticamente nos últimos anos e acredita-se que ao longo da vida 80% das pessoas entrem em contato com o HPV, sendo que a maioria delas consegue eliminar o vírus do organismo sem nenhuma manifestação clínica.

Subtipos mais comuns:

- tipo 6 e 11: verrugas

- tipo 16 e 18: câncer de colo de útero


Transmissão:

- contato direto: pele com pele ou mucosas durante ato sexual

- durante o parto

- contaminação com roupas íntimas e toalhas: questionável


Quadro clínico:

No homem, o HPV se manifesta como verrugas genitais popularmente conhecidas como "crista de galo" e os principais locais afetados são a glande, prepúcio e base do pênis. O diagnóstico definitivo é feito através de exames realizados com o material da lesão.



Nas mulheres o HPV pode estar relacionado ao câncer de colo de útero e um tratamento ginecológico adequado é necessário.



Peniscopia:

É um exame realizado em homens em que se procura lesões microscópicas, invisíveis a olho nu, após a aplicação de ácido acético.

Em geral é indicado para homens sem lesões genitais cujas parceiras foram diagnosticadas com o HPV.


Formas de tratamento:

  • eletrocauterização cirúrgica

  • pomadas

  • ácidos

  • crioterapia (nitrogênio líquido)

Vacinas:

A vacina quadrivalente (tipos 6, 11, 16 e 18) está aprovada no Brasil e aplicada pelo SUS para as seguintes situações:

- meninas entre 9 e 14 anos de idade

- meninos entre 11 e 14 anos de idade

- homens e mulheres entre 9-26 anos portadores do vírus HIV, transplantados e pacientes oncológicos

São 2 doses intramusculares com intervalos de 6 meses.

Estudos em andamento tem mostrado benefício na vacinação de mulheres até 45 anos de idade na prevenção do câncer de colo uterino.


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